Câncer de colo do útero é o terceiro com maior incidência no Centro-Oeste

Comunidade médica discutirá a importância da prevenção e do diagnóstico precoce em Brasília e em Goiânia

O câncer de colo de útero é o terceiro tipo de tumor com maior incidência no Centro-Oeste, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA). A estimativa é de 16,6 casos a cada 100 mil mulheres na região, para cada ano do triênio 2023-2025. No Brasil, é também o terceiro câncer mais incidente na população feminina, depois dos tumores de pele não melanoma¹.
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“A principal causa do câncer de colo de útero é a infeção pelo Papilomavírus Humano (HPV). Trata-se de uma infecção sexual muito comum que acomete tanto mulheres quanto homens. Estima-se que 80% da população global já tenha tido contato com este vírus alguma vez na vida. Por isso, são fundamentais a prevenção, por meio da vacinação, e o diagnóstico precoce da doença, com a ampliação do acesso aos exames”, afirma a ginecologista Neila Speck, professora da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e presidente da Comissão Nacional Especializada no Trato Genital Inferior da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO).
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De acordo com levantamento recente da secretaria estadual de saúde de Goiás² , os dados parciais da cobertura para a vacina contra HPV no estado este ano, para meninas, é de 62,92% para primeira dose e 46,77% para a segunda dose. Com relação aos meninos, as coberturas são de 45,61% (primeira dose) e 25,48% (segunda dose). Diante deste cenário, a comunidade médica discutirá a prevenção, o diagnóstico e o tratamento do câncer de colo de útero em dois eventos na região em Junho: o 12º Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia, que será realizado em Goiânia, e o 56º Congresso de Ginecologia, e Obstetrícia do Distrito Federal, em Brasília.
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Inovação no diagnóstico
Além do conhecido exame Papanicolaou (colpocitologia oncótica cervical)³, que detecta alterações nas células do colo do útero, e os exames de genotipagem do vírus, para identificar a maior probabilidade de surgimento de tumores oncológicos, o Brasil conta com uma inovação no diagnóstico para realizar este tipo de exame, a autocoleta.
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“A coleta é prática e feita em poucos minutos, pela própria pessoa, que coleta a sua amostra vaginal. A tecnologia foi criada como uma alternativa aos testes clínicos tradicionais e torna o exame preventivo mais acessível, mais conveniente e igualmente seguro ao método realizado em clínicas e laboratórios”, afirma a especialista. O sistema, lançado pela multinacional BD no país no ano passado, une praticidade à privacidade. Após o pedido médico, o kit de autocoleta vaginal é retirado no laboratório credenciado e, após a coleta, que pode ser feita tanto por mulheres como por homens transgêneros que mantém o útero, é entregue ao laboratório para análise.
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A inovação, disponível em laboratórios privados como o INGOH, em Goiânia, já foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e por entidades internacionais, como o Food and Drug Administration (FDA)4 . “Com o avanço das tecnologias na Oncologia, poderemos cada vez mais diagnosticar o câncer em seu estágio inicial e aumentar a chance de cura dos pacientes”, conclui a Dra. Neila.
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Referências
¹ Incidência câncer do colo do útero. Instituto Nacional do Câncer (INCA). Acessado em 21/05/2024.
²Goiás inicia vacinação contra HPV com dose única. Governo do Estado de Goiás. Acessado em 21/05/2024.
³Papanicolau (exame preventivo do colo do útero). Biblioteca Virtual em Saúde: Ministério da Saúde. Acessado em 21/05/2024.
Women in U.S. Can Now Collect Their Own Sample for Cervical Cancer Screening. BD. Acessado em 21/05/2024.

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