Campanha do Instituto Planejamento Familiar amplia visibilidade e discussão sobre gravidez na adolescência

“Gravidez na adolescência: engravidar tem hora e não é agora!” é o tema do projeto que acontece de 1 a 8 de fevereiro, durante a Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência

A conscientização é o primeiro passo para a prevenção e, consequentemente, para garantir um bom planejamento. É com este intuito, disseminando informação de qualidade às famílias, que o Instituto Planejamento Familiar (IPFAM) promove junto à Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência, realizada de 1 a 8 de fevereiro em todo o país, a campanha “Gravidez na adolescência: engravidar tem hora e não é agora!”. Assim como a semana instituída pela Lei nº 13.798/2.019, a campanha do IPFAM visa ampliar a visibilidade sobre medidas preventivas e educativas que contribuam para a redução da incidência da gravidez na adolescência. A iniciativa tem o apoio do Grupo Mulheres do Brasil, movimento que reúne mais de 110 mil voluntárias no Brasil e no exterior, e que atua em causas pelo protagonismo feminino.

Durante toda a semana, as redes sociais da instituição (@iplanejamentofamiliar para Instagram e Facebook), farão postagens para promover esta conscientização, fomentando dados, vídeos e informações relevantes e acessíveis sobre a gravidez precoce, métodos contraceptivos e a importância do planejamento familiar desde cedo. Esses materiais e muitos outros também estarão reunidos no site  da instituição para livre acesso.

A gravidez precoce faz parte da realidade de muitos jovens de 10 a 20 anos em todo o mundo, sendo mais evidente e em maior número em países em desenvolvimento, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), que alerta sobre o aumento do risco de complicações para as mães que têm uma gestação nessa fase e para o recém-nascido, além de ampliar problemas socioeconômicos. “É uma condição que pode gerar muitos problemas. Conhecer métodos contraceptivos, ter acesso a eles e saber usá-los corretamente pode mudar o destino desses adolescentes”, esclarece a advogada e cofundadora do IPFAM, Ana Clara Polkowski. “É preciso ter, antes de tudo, informação clara quanto ao funcionamento dos métodos anticonceptivos, além do acesso facilitado a esses recursos”, complementa.

Segundo dados do Ministério da Saúde, cerca de 380 mil partos realizados em 2020 no Brasil foram de mães com até 19 anos de idade, o correspondente a 14% dos nascimentos acontecidos naquele ano no país. Este número era de 14,7% em 2019 e 15,5% em 2018.

Para Lilian Leandro, cofundadora do IPFAM e cientista da computação que fez a transição para o Terceiro Setor, há um avanço da conscientização nos últimos anos, mas ainda está longe de ser o ideal. “O número de partos realizados em mães adolescente no Brasil é extremamente elevado, sobretudo se considerarmos que o Brasil dispõe de sistema público de saúde que garante o fornecimento de inúmeros métodos contraceptivos. Este cenário que precisa ser combatido intensamente por toda a sociedade, por isso a importância de eventos de conscientização para pais e filhos como a Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência”, relata Lilian.

O objetivo do Instituto Planejamento Familiar é assegurar a todo cidadão o acesso aos serviços de saúde sexual e reprodutiva, com foco no planejamento familiar, por meio da informação e da educação. Esses conteúdos técnico-científicos, de fácil entendimento e interpretação, são disponibilizados gratuitamente para a população por meio dos canais digitais do instituto, que, inclusive, são interativos, para que as pessoas possam tirar suas dívidas. O público pode buscar mais informações no site www.iplanejamentofamiliar.org, enviar um e-mail no endereço contato@iplanejamentofamiliar.org ou entrar nas redes sociais @iplanejamentofamiliar.

A iniciativa conta com o apoio do Grupo Mulheres do Brasil, movimento que reúne mais de 110 mil voluntárias no Brasil e no exterior, e que atua em causas pelo protagonismo feminino, da Plan International, da UNFPA — Fundo de População das Nações Unidas e do Instituto Liberta.

 

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