Câncer de mama: chance de cura pode ser de 95% se diagnosticado precocemente

Dados do Instituto Nacional do Câncer – INCA lançam luz à importância de redobrar os cuidados com a saúde das mamas

Um em cada três casos de câncer de mama pode ser curado, segundo cartilha apresentada pelo Instituto Nacional do Câncer – INCA. Os dados compilados pela instituição mostram ainda que o câncer de mama é o tipo mais comum no Brasil e é também o que causa mais mortes por câncer em mulheres.

Outro número destacado pela instituição causa ainda mais preocupação: estima-se que até o final deste ano, 66 mil novos casos sejam diagnosticados no país. O médico radiologista do Grupo Sabin Egídio Cuzziol chama atenção para dois fatores fundamentais relacionados à qualidade de vida e bem-estar dos pacientes.

“O primeiro passo é observar os sinais que o próprio corpo emite e ficar atento a qualquer indício de mudança. Além disso, é imprescindível adotar uma agenda de cuidados com exames de rotina essenciais nos cuidados com as mamas, como a mamografia, que nos permite identificar tumores, inclusive malignos antes mesmo da manifestação de algum sintoma, e a mamografia de rastreamento, que pode ser feita em paciente na faixa etária entre 50 e 69 anos. Assim é possível avaliar melhor alguma alteração suspeita na mama”.

Principal aliado no diagnóstico precoce do câncer de mama, o exame de mamografia pode ser indicado para pessoas que ainda não tenham idade mínima de 40 anos, mas que apresentam elevado risco de desenvolver tumores mamários.

“É preciso que as ações de conscientização neste mês facilitem o acesso à informação. Ainda há um consenso coletivo de que o exame é recomendado somente para pacientes a partir dos 40 anos, mas é preciso individualizar a forma de cuidado. Há, por exemplo, casos de pessoas com histórico familiar de câncer de mama e que precisam ser observadas mais de perto”.

O especialista destaca também que exames de ressonância magnética podem reduzir o índice de mortalidade por câncer de mama em mulheres de alto risco. Cuzziol explica que a mamografia é menos sensível em mulheres mais jovens do que em mais velhas, o que torna o rastreamento anual com ressonância magnética a partir dos 30 ou 35 anos, aliado à detecção de câncer precocemente, quando há uma predisposição genética.

Saúde das mamas no centro do cuidado do público transgênero

Frequentemente associado à parcela feminina da população, o câncer de mama também afeta outros grupos populacionais. Segundo o INCA, no Brasil os homens representam 1% dos casos registrados da doença.

Em todo o mundo, o estudo observacional apresentado pela University Medical Center, envolveu 2.260 mulheres trans e 1.229 homens trans, e revelou 15 casos de câncer de mama em mulheres trans que foram submetidas a tratamentos hormonais durante 18 anos. A pesquisa revelou ainda que entre os homens trans, quatro casos foram detectados.

O médico explica que o risco de desenvolver a doença pode estar diretamente ligado ao fato da exposição contínua aos hormônios, mas observa que independente do fator de risco, é imprescindível que a saúde das mamas seja uma prioridade no cuidado individual.

“Após a cirurgia de retirada das mamas, o risco de desenvolver a doença pode diminuir significativamente no homem trans, mas ainda assim recomendamos que os exames clínicos anuais sejam mantidos entre pacientes com 50 anos ou mais”.

Outro ponto levantado pelo médico é a importância de adotar hábitos saudáveis, como praticar atividades físicas regularmente, ter uma dieta balanceada, evitar consumo excessivo de álcool, não fumar e fazer exames anualmente.

Para conhecer mais sobre as práticas do Grupo Sabin, acesse o site da companhia.

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