Carnaval aumenta risco da transmissão do vírus HIV e de outras infecções sexualmente transmissíveis

Mulheres entre 15 e 34 anos representam quase metade dos novos casos de infecção pelo HIV no Brasil e podem protagonizar a mudança desse cenário, diz ginecologista

A última edição do Boletim Epidemiológico HIV/Aids do Ministério da Saúde alertou a população para um índice alarmante: em 2021, mulheres com idade entre 15 e 34 anos representaram 45,6% dos casos de novas infecções pelo vírus HIV no Brasil. “Sempre houve muito mais homens infectados pelo HIV do que mulheres, mas se a transmissão para o sexo feminino continuar nessa proporção, logo essa estatística se reverterá. Não se trata de uma ‘competição por algo ruim’, mas de um alerta para que, cada vez mais, as mulheres se conscientizem de que não basta defender a bandeira do ‘não é não’ se, quando dizemos sim, aceitamos a relação sem preservativo”, diz a Dra. Mariana Rosario, ginecologista e obstetra.

Ela acredita que, ao protagonizar diversos papeis, a mulher também deva lutar por sua saúde. “Pegar o preservativo no posto de saúde e andar com ele na bolsa é sinal de autocuidado. Exigir do parceiro que o utilize em todas as relações demonstra que a mulher está preparada para uma vida sexual mais livre, já que a segurança e a saúde fazem parte do prazer”, comenta Dra. Mariana.

A médica ensina que o sexo oral também precisa de proteção. “A mucosa da boca, quando exposta ao vírus, corre o risco de ser infectada, então, é preciso usar o preservativo também nessa hora. Ninguém está fora de grupos de risco”, avalia.

Outras IST´s

Sífilis, clamídia, gonorreia, HPV, Hepatite e Herpes são outras infecções sexualmente transmissíveis (IST´s) que podem acometer pessoal que não se protegem nas relações sexuais. “Muitas dessas doenças têm longo tratamento e podem cronificar, deixando sequelas para toda a vida. Aos primeiros sintomas, procure ajuda médica”, orienta a especialista.

Conhecido por ser um feriado de muita liberdade sexual, o carnaval costuma lotar os consultórios médicos com pessoas infectadas por IST´s. “Está mais do que na hora de as pessoas se precaverem. Apesar de as doenças terem tratamento, elas são altamente transmissíveis e algumas não têm cura. Então, por que se arriscar?”, conclui a médica.

Sobre a Dra. Mariana Rosario

Formada pela Faculdade de Medicina do ABC, em Santo André (SP), em 2006, a Dra. Mariana Rosario possui os títulos de especialista em Ginecologia, Obstetrícia e Mastologia pela AMB – Associação Médica Brasileira, e estágio em Mastologia pelo IEO – Instituto Europeu de Oncologia, de Milão, Itália, um dos mais renomados do mundo. É membro da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) e da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (SOGESP) e especialista em Longevidade pela ABMAE – Associação Brasileira de Medicina Antienvelhecimento. É médica cadastrada para trabalhar com implantes hormonais pela ELMECO, do professor Elcimar Coutinho, um dos maiores especialistas no assunto.

Possui vasta experiência em Ginecologia, Obstetrícia e Mastologia, tanto em Clínica Médica como em Cirurgia Oncoplástica. Realiza cursos e workshops de Saúde da Mulher, bem como trabalhos voluntários de preparação de gestantes, orientação de adolescentes e prevenção de DST´s. Participou de inúmeros trabalhos ligados à saúde feminina nas mais variadas fases da vida e atua ativamente em programas que visam ao aprimoramento científico. Atualiza-se por meio da participação em cursos, seminários e congressos nacionais e internacionais e produz conteúdo científico para produções acadêmicas. É médica cadastrada para trabalhar com implantes hormonais pela ELMECO, do professor Elcimar Coutinho, um dos maiores especialistas no assunto.

Dra. Mariana Rosario – Ginecologista, Obstetra e Mastologista. CRM- SP: 127087. RQE Masto: 42874. RQE GO: 71979.

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