A importância do vínculo paterno no desenvolvimento dos bebês

A figura do pai traz segurança, proteção e amplia o universo do bebê 

Os bebês são extremamente vulneráveis, principalmente nas primeiras semanas de vida. A figura paterna pode fazer muita diferença no fortalecimento do vínculo familiar e, consequentemente, em um desenvolvimento mais  confiante e saudável, moldar a própria maneira como o bebê vai vivenciar relacionamentos futuros. 

Em algumas circunstâncias, a pessoa que assume a figura paterna pode ser vista como intrusa na relação mãe-bebê. Por isso, o ideal é que o vínculo seja estabelecido desde antes do nascimento, e cultivado no dia a dia da criança. É nessa constância que o bebê entenderá a importância desse elo e se permitirá receber e, até mesmo, trocar afeto para se desenvolver de maneira saudável. Ao se sentir protegidos, amparados e satisfeitos de suas necessidades, os bebês se sentem seguros para fortalecer o relacionamento com o cuidador.

Em 1930, Freud escreveu que não conseguia pensar em nenhuma necessidade da infância tão intensa quanto a da proteção de um pai. Esse vínculo pode se estabelecer desde a gestação, com uma música cantada para o bebê ainda na barriga da mãe, por exemplo. Quando nasce, ele tem a capacidade de se lembrar da música, o que pode ser importante nos momentos em que a criança precisa se acalmar.

O pai amplia o universo do bebê de forma atraente e segura, garantindo um ambiente facilitador satisfatório, estabelece os limites de proteção e inclui a criança na cultura familiar. Ter essa confiança básica, fortalecida pelo amor e pelo cuidado, é fundamental para se tornar uma pessoa forte, autoconfiante e afetuosa.

Outro papel indispensável da figura paterna é oferecer suporte para a mãe. É essencial acolher essa mulher que, na maioria dos casos, se sente fragilizada no pós-parto, diante das muitas demandas do bebê. É muito importante que o pai dê total apoio à mãe, ao bloquear interferências externas e solucionar outras questões de rotina, para que ela possa viver e se entregar à preocupação materna primária de forma tranquila.

 Imagem: Divulgação

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