Congelamento de óvulos como benefício nas empresas já é uma realidade no Brasil

Mater Prime inicia projeto que oferece o procedimento como forma de incentivo à preservação da fertilidade das mulheres

Nos últimos anos, as mulheres passaram a olhar com mais atenção a questão da preservação da fertilidade e procurar métodos que possibilitem a maternidade no tempo em que acharem mais adequado.

Em dez anos, o número de congelamento de embriões cresceu 255% de acordo com dados do Relatório do Sistema Nacional de Produção de Embriões (SisEmbrio), coletados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e analisados pela Associação Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA). Assim como o congelamento de embriões, o número de congelamento de óvulos também cresceu cerca de 50%, de acordo com artigo publicado pela revista americana Time em clínicas dos Estados Unidos entre 2019 e 2020. Mas esse ‘boom’ nos congelamentos também refletiu nas mulheres brasileiras.

A resposta para muitas delas escolherem o congelamento é a intenção de não prejudicar o seu momento profissional, já que a maternidade ainda não é vista com bons olhos para muitas empresas. Segundo pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas, em dois anos após o nascimento do filho, metade das mulheres analisadas não estavam mais no mercado de trabalho.

Vale lembrar que, de acordo com a SBRA, o congelamento de óvulos é indicado para mulheres de até 35 anos, já que após essa idade, a quantidade e qualidade dos óvulos vão diminuindo.

Para trazer ainda mais incentivos às colaboradoras das empresas brasileiras, a Mater Prime, clínica de Reprodução Humana, localizada em São Paulo, está iniciando um projeto para oferecer para as empresas o tratamento de congelamento de óvulos como um dos benefícios às colaboradoras. Fora do Brasil, Facebook, Apple, Microsoft são algumas das empresas que já contam com o benefício, enquanto no país, Twitter e o Grupo Fleury já oferecem o procedimento por aqui.

“A ação ajuda a empresa a incentivar as colaboradoras a terem um maior conhecimento sobre a fertilidade feminina, a buscarem uma estabilidade financeira e também a focarem em suas carreiras. Sendo assim, definem o momento certo para realizarem o desejo da maternidade”, afirma Dr. Matheus Roque, especialista em reprodução humana da clínica Mater Prime, em São Paulo.

Segundo artigo de Erivelton Laureano, CEO da IVF Brazil, em nosso país, existem cerca de 11 milhões de mulheres com idade entre 20 a 35 anos que podem realizar congelamento de óvulos. Trazer esse benefício para o quadro de funcionários pode atrair ainda mais profissionais, além de evidenciar que a maternidade não é um problema na área profissional da mulher. Também foi comprovado que oferecer o congelamento de óvulos retém mais talentos, além de colaborar para que as funcionárias se tornem mais engajadas, focadas em suas carreiras e serem mais produtivas, já que podem postergar a maternidade com segurança e com o apoio do seu trabalho.

No tratamento de congelamento de óvulos oferecido pela Mater Prime, estão inclusos: honorários médicos, quatro ultrassonografias para avaliação do crescimento folicular, medicação, punção de óvulos e o congelamento de ae quatro  palhetas de óvulos (12 óvulos).

“Possibilitar a preservação da fertilidade não é apenas um benefício, é uma forma de ajudar a construir um sonho e incentivar ainda mais os funcionários”, afirma Roque.

Sobre o Dr. Matheus Roque: O especialista é membro da ESHRE, Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva e também da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida. Recentemente, ele foi reconhecido pela Fertility and Sterility por sua contribuição para a qualidade da revista. Durante 2014 e 2015, um de seus artigos apareceu nos cinco principais artigos mais citados publicados em Fertility and Sterility. Roque foi premiado com o GFI – Grant for Fertility Innovation, pelo projeto intitulado Algoritmo farmacogenético para estimulação ovárica controlada individualizada (iCOS).  Atualmente é diretor da Mater Lab e diretor científico da Mater Prime, em São Paulo.

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