Reprodução assistida: uma alternativa para quem quer engravidar tardiamente

Dados do Ministério da Saúde apontam que o número de mulheres que engravidaram acima dos 35 anos cresceu 84% na última década

Anunciada na última semana, a gravidez da atriz Claudia Raia (55) protagoniza uma discussão sobre as reais chances de uma gravidez acontecer de forma natural após a menopausa, que em média, acontece por volta dos 50 anos de idade.

Na menopausa, as limitações do processo de gerar um filho são causadas, fundamentalmente, pelo esgotamento de óvulos, e as alterações de hormônios reprodutivos (estrógeno e progesterona). Por isso, a gravidez de maneira espontânea neste período é muito remota, uma vez que o organismo não produz mais óvulos para serem fecundados.

“A reprodução assistida abre caminhos para que casais obtenham uma gravidez bem-sucedida que muitas vezes é dificultada por diversos fatores”, relata o médico Rodrigo Mirisola, especialista em Reprodução Humana pela Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).

“Os tratamentos mais simples incluem a relação sexual programada e a inseminação artificial, sendo o mais complexo a Fertilização In Vitro (FIV), em que a união entre o óvulo e o espermatozoide acontece em laboratório, e para isso o organismo da mulher precisa estar apto a responder a estimulação da ovulação para que a coleta de óvulos seja realizada”, completa Mirisola.

O especialista também chama atenção para o fato de que com 43 anos ou mais as taxas de sucesso em tratamentos são inferiores a 5%, mesmo a mulher dispondo de óvulos. Com isso, o tratamento com a ovorecepção pode ser uma alternativa, que consiste em uma mulher engravidar com gametas femininos obtidos de uma doadora.

Os riscos de uma gravidez tardia, a partir dos 35 anos, trazem para as mães a pré-eclâmpsia (pressão alta) e diabetes gestacional, além de um possível descolamento prematuro da placenta. Já para o feto, os riscos estão relacionados a idade do óvulo, “se uma paciente de 50 anos está grávida, mas o óvulo foi doado por uma mulher de 30 anos, os riscos são menores, já uma paciente de 42 anos grávida com seus próprios óvulos possui riscos maiores, como o aborto ou o desenvolvimento de síndromes genéticas” destaca o ginecologista.

Gravidez na Minha Hora

A Ferring Pharmaceuticals, grupo biofarmacêutico líder em medicina reprodutiva e saúde materna, gastroenterologia e urologia, possui um programa de informação chamado “Gravidez na Minha Hora”, que visa auxiliar as mulheres que desejam escolher com autonomia e tranquilidade o melhor momento para engravidar, por meio do congelamento de óvulos.

“Esse programa visa, fundamentalmente, informar mulheres jovens que a fertilidade da mulher é limitada pelo tempo, e com isso há uma redução tanto na quantidade quanto na qualidade dos óvulos, e que este processo é acelerado entre 37 e 38 anos”, diz o especialista.

A linha do tempo da fertilidade feminina, além de informações sobre como funciona o tratamento, passando por todas as etapas do processo de congelamento de óvulos, materiais sobre o tema e principais dúvidas, podem ser vistos em: Gravidez na Minha Hora.

NOTÍCIAS
MAIS LIDAS

Considerada a segunda doença mais frequente entre mulheres na sua fase reprodutiva, endometriose pode levar até sete…
Uma em cada dez mulheres no mundo podem sofrer com o problema de saúde De acordo com…
O principal cuidado em relação aos miomas é a realização de exames periódicos, afirma o  especialista em…
Diante do crescimento alarmante dos casos e mortes em 2024, a especialista do Hospital Digital Vitta, do…

CADASTRE-SE PARA RECEBER NOSSA NEWSLETTER E REVISTAS