Vacina e exames podem evitar câncer de colo de útero, doença que deve atingir mais de 16 mil brasileiras em 2022

Durante o Outubro Rosa, dr.consulta faz mutirão para atendimento ginecológico e realização de exames como Papanicolau

O câncer de colo de útero é o terceiro com maior incidência na população feminina brasileira, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA). Até setembro deste ano, o instituto estima que foram 16.710 novos casos, o que representa um risco de 15,38 casos a cada 100 mil mulheres.

“O câncer de colo de útero é um tumor que se desenvolve na parte inferior do útero, chamada “colo”, que fica no fundo da vagina”, explica Paula Morgensztern, ginecologista do dr.consulta, healthtech que desenvolveu um ecossistema completo de saúde e tecnologia a partir de modelo inovador de atendimento médico centrado no paciente.

A doença se desenvolve com a infecção pelo vírus HPV (Papiloma Vírus Humano), que é transmitido na relação sexual. Importante destacar, que a infecção acontece, quando as mulheres entram em contato com o vírus e pode ser evitada, com a vacinação para o HPV e fazendo sexo seguro, com uso de preservativo.

O público feminino é o que mais procura cuidar da saúde, representando 64% de todos os pacientes atendidos na Grande São Paulo. Em 2021, o dr.consulta registrou mais de 111 mil consultas na especialidade de ginecologia, 17% dessas pacientes tiveram indicação de uma mamografia. Na mesma faixa etária, entre as pacientes que fizeram o exame preventivo (papanicolau), 0,6% confirmaram o câncer de colo de útero.

Em 2022, entre janeiro e setembro, já foram realizados cerca de 85 mil atendimentos. Deste total, 22,4% das pacientes foram encaminhadas para o exame de Papanicolau e 0,1% receberam diagnóstico para o câncer de colo de útero – a maioria entre 30 e 59 anos. Do total de atendimentos, 17,5% realizaram o exame de mamografia e 1,3% confirmaram o câncer de mama, na faixa etária entre 40 e 69, reforçando a recomendação da Sociedade Brasileira de Mastologia, de que as mulheres façam o exame a partir dos 40 anos.

Ação: Para marcar o Outubro Rosa o dr. consulta, em parceria com a ONG Fluxo Sem Tabu, ofereceram atendimento médico e a realização de exames a mulheres em situação de vulnerabilidade social. O mutirão de atendimento foi realizado por colaboradores, profissionais de saúde e médicos da healthtech de forma voluntária neste domingo (09/10).

Para Paula Morgensztern, ginecologista referência do dr.consulta, a informação é o melhor caminho para a promoção do autocuidado. “Muitas mulheres não têm acesso aos exames fundamentais para a saúde da mulher e que são necessários para a detecção de doenças curáveis. A saúde pública dá acesso aos exames, mas a demora no atendimento e na marcação dos exames dificulta o prosseguimento no tratamento. Uma ação que facilita esse acesso é positiva e faz a diferença na vida dos pacientes atendidos”, diz a médica.

Para Caroline Alves, 34 anos, a maior dificuldade é encontrar horário disponível no SUS, de acordo, com sua agenda de trabalho. “Já saímos cedo de casa e retornamos tarde. Há dois anos não faço prevenção, mas hoje, com o mutirão vou conseguir colocar a saúde em dia”, diz a educadora.

A peruana Isabel Vilcherrez, 48 anos, mora em São Paulo há 20 anos e aproveitou o mutirão para fazer o exame preventivo, que não realizava há oito anos, desde o nascimento da filha caçula. “Falta oportunidade no SUS para conseguir consulta e realizar exames, soube do mutirão através da ONG e como já conhecia o atendimento da clínica, não quis perder a chance de fazer o exame”, diz a dona de casa.

“O Mutirão da Saúde é uma iniciativa muito importante e ficamos felizes com o resultado e já pensando em novas ações, que vamos anunciar no próximo ano para incentivar a prevenção e o autocuidado da saúde. Salvar vidas é o que move o dr.consulta, declara Renato Velloso, CEO da healthtech. “É muito importante reforçar o cuidado com a saúde e fazer os exames preventivos.

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