Estudos de mosaicismo, análise de ploidia e endométrio fino são destaques da Igenomix na ESHRE 2023, maior evento europeu de Medicina Reprodutiva

No congresso da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia (ESHRE 2022), de 25 a 28 de junho, a Igenomix apresentará uma série de trabalhos de destaque em reprodução humana, com destaque para estudo – com participação da Igenomix Brasil – que traz resultados de transferência de embriões mosaico de baixo grau realizados em 17 clínicas de fertilidade diferentes da Argentina; análise de ploidias em embriões com fertilização anormal realizado na Igenomix Itália e estudo que aborda a incidência significativa de deslocamento da janela de implantação em pacientes com endométrio fino

A partir de domingo (25), a cidade de Copenhague, capital da Dinamarca, recebe o congresso anual da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia (ESHRE 2023), maior evento europeu da área que, ao lado do encontro anual da ASRM, da sociedade dos Estados Unidos, é também o mais importante do mundo. A Igenomix, laboratório de biotecnologia do Grupo Vitrolife, referência em reprodução assistida, diagnóstico e prevenção de doenças genéticas, se destaca na programação científica com uma série de 50 trabalhos enviados, com destaque para três assinados por especialistas das unidades no Brasil, Argentina, Espanha, Estados Unidos e Itália.

biomédica e geneticista brasileira, Marcia Riboldi, é uma das autoras do estudo que investigou se o desmascaramento de embriões em mosaico de baixo de grau (com menos da metade de células aneuploides na biópsia) afetou o número de ciclos com um embrião para transferência para pacientes submetidos a testes genéticos pré-implantação. Antes da publicação das últimas recomendações práticas para o manejo de embriões em mosaico (feito em 2022), muitas clínicas de fertilidade solicitavam resultados de mosaico de mascaramento em relatórios PGT-A (com isso, embriões em mosaico foram relatados como aneuploides, ou seja, com alterações cromossômicas). Porém, por conta de evidências científicas, novas recomendações sugeriram que não era apropriado descartar embriões de mosaico baixo, pois eles tinham uma alta chance de resultar em um bebê saudável. Por isso, clínicas de fertilidade estão agora solicitando o laudo de embriões em mosaico e desenvolvendo seus próprios procedimentos para transferência desses embriões.

O trabalho levado para a ESHRE 2023 mostra que 5,4% dos ciclos de PGT-A (teste genético para aneuploidias), que – com as recomendações anteriores seriam descartados – tinham um embrião mosaico de baixo grau que pode ser considerado para transferência. Para se chegar a esse resultado foi analisada uma coorte de 1.696 blastocistos de 553 ciclos de PGT-A. Os dados foram coletados de casos de PGT-A e analisados em laboratório da Igenomix entre julho e dezembro de 2022. Os ciclos de PGT-A foram realizados em 17 diferentes clínicas de fertilidade da Argentina e todas elas, desde julho de 2022, começaram a solicitar o relatório de mosaico embriões.

Dos 1.696 blastocistos analisados, 1.630 foram informativos (96,1%), sendo que 49,4% (805/1630) dos embriões eram euploides. Isso correspondeu a 366 ciclos PGT-A (66,2%) para os quais pelo menos um embrião euploide estava disponível para transferência. Observou-se que 30 pacientes (5,4%) têm pelo menos um embrião em mosaico baixo, útil para transferência.

O impacto foi observado principalmente em idade materna avançada. Para este grupo de pacientes, onde poderia ser mais difícil repetir um ciclo de fertilização in vitro e obter embriões euploides, a possibilidade de transferir um embrião de mosaico baixo poderia ser sua única chance. “Esses trinta ciclos de PGT-A não teriam resultado em embriões para transferência se políticas anteriores para mascarar embriões em mosaico (solicitados pela clínica) ainda fossem aplicadas”, explica Marcia Riboldi, da Igenomix Brasil e Latam, que assina o trabalho ao lado de especialistas da Igenomix Argentina e Estados Unidos. O estudo conta com liderança da assessora científica e diretora de laboratório na Igenomix Argentina, Daniela Lorenzi.

TECNOLOGIA PARA MELHOR AVALIAÇÃO DE EMBRIÕES – Em painel sobre tecnologias melhoradas para a avaliação de embriões, a Igenomix apresentará oralmente, por meio da bióloga molecular Laura Girardi, da unidade da Itália, o trabalho que relata a incidência de diferentes alterações de ploidiais em embriões derivados de ovócitos com fertilização anormal (AFO). Para a validação pré-clínica do teste de ploidia baseado em SNP-array, os autores incluíram 26 amostras com status de ploidia e cariótipo conhecidos.

Foram, ao todo, coletados 318 embriões derivados de AFO para análise de PGT-A para diferentes indicações. Destes, 58,2% resultaram como aneuploides. Os 133 blastocistos derivados de AFO euplóide restantes foram submetidos à avaliação de ploidia baseada em SNP-array. Blastocistos derivados de 0NP (44 entre 133) foram diploides em 93,2% dos casos; apenas 4,5% eram haploides e 2,3% poliploides. Coletivamente, concluem os pesquisadores, a avaliação ploidiana de 133 embriões derivados de AFO permitiu o uso clínico de 72 embriões euploides/diploides adicionais que não seriam antes considerados para transferência. A conclusão é que uma proporção significativa de embriões euploides/diploides pode ser resgatada de todos os tipos de AFO, aumentando potencialmente a chance geral de alcançar um bebê nascido vivo.

ENDOMÉTRIO E JANELA DE IMPLANTAÇÃO – Igenomix Espanha, com liderança de Diana Valbuena Perilla apresentará o trabalho que busca responder se o endométrio fino (de até seis milímetros) está associado a um estado de receptividade anormal. A premissa é que a mensuração da espessura endometrial pela ultrassonografia vaginal 2D – uma prática rotineira nas Técnicas de Reprodução Assistida – identifica que o endométrio fino está associado a pior resultado reprodutivo, mas que não se sabe qual é a causa para isso.

Foi então desenhado um estudo de coorte retrospectivo incluindo 25.888 pacientes em que o revestimento endometrial foi medido por Ultrassonografia 2D no dia anterior à suplementação de progesterona em ciclos de terapia de reposição hormonal para transferências embrionárias de embriões previamente congelados e a Análise de Receptividade Endometrial (ERA) foi realizada após cinco dias da administração de progesterona. A espessura endometrial foi classificada em até 6 mm, 6 a 12 milímetros ou maior que 12 milímetros. Os resultados do ERA foram considerados como WOI (pré-receptivo, pós-receptivo, proliferativo e tardio-receptivo) que necessitam de uma transferência embrionária personalizada (pET).

Os resultados de Reprodução Assistida revelam que mulheres com endométrio fino apresentam incidência significativamente maior de Janela de Implantação deslocada (47,49%) do que 6-12mm (38,20%) e maior que 12mm (39,75%). Portanto, o trabalho evidencia que o endométrio fino está associado a um maior deslocamento do WOI em comparação com o endométrio de revestimento normal ou hipertrófico. A espessura endometrial normal (6 a 12 mm) considerada “receptiva” não impede o estado de receptividade transcriptômica em 38,20% dos casos. Esse achado, concluem os autores, deve ser considerado quando a transferência embrionária é planejada. Mais informações sobre a participação da Igenomix na ESHRE 2023 estão disponíveis em https://encurtador.com.br/oER46.

SOBRE A ESHRE 2023 – A conferência da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia (ESHRE 2023) será realizada de 25 a 28 de junho de 2023, no Bella Center, Copenhague, Dinamarca. São esperados especialistas em medicina reprodutiva, embriologistas, ginecologistas, andrologistas, cientistas clínicos, geneticistas e técnicos de laboratório. Informações em https://eshremeeting.org/

Sobre a Igenomix – A Igenomix, parte do grupo Vitrolife, é um laboratório de biotecnologia que ajuda no sucesso dos tratamentos de Reprodução Assistida, diagnóstico e prevenção de Doenças Genéticas. Juntamente com clínicas e médicos em todo o mundo, investiga como a medicina de precisão, por meio da genômica, pode salvar vidas. Atuante em mais de 80 países, conta com 25 laboratórios genéticos. Com quase 500 publicações científicas e seis patentes, é um importante produtor de ciência em saúde reprodutiva e genética.

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