Estudos inéditos sobre envelhecimento ovariano e visualização molecular de embriões em tempo real marcam Congresso de Reprodução Assistida 2025

Evento reuniu especialistas internacionais em São Paulo e apresentou descobertas promissoras para o avanço da medicina reprodutiva

Pesquisas com potencial de transformar o tratamento da infertilidade humana marcaram o 6º Congresso Internacional Huntington de Medicina Reprodutiva, realizado nos dias 11 e 12 de abril, em São Paulo. O evento reuniu um time de peso de pesquisadores internacionais para apresentar achados científicos inéditos e tecnologias emergentes na área.

Entre os principais destaques esteve o estudo do Dr. Nicolas Plachta , da Universidade da Pensilvânia (EUA), que revelou, por meio de técnicas avançadas de live imaging, detalhes do processo de divisão celular e possíveis caminhos de correção de erros na segregação de cromossomos (aneuploidias) durante desenvolvimento embrionário. A abordagem permite observar o processo em tempo real, abrindo caminhos para aumentar as taxas de sucesso na reprodução assistida.

Outro avanço relevante foi apresentado pela Dra. Francesca Duncan , da Universidade Northwestern (EUA). Sua pesquisa mostrou que o uso de medicamentos anti-fibróticos conseguiu reduzir significativamente o envelhecimento ovariano em modelos experimentais — um avanço promissor para mulheres com infertilidade relacionada à idade.

Também chamaram a atenção:

A relação entre adenomiose e infertilidade, detalhada pelo Dr. Pietro Santulli , do Instituto Cochin (França), com implicações clínicas para diagnóstico e tratamento;

O impacto da idade e saúde reprodutiva masculina, ainda subestimado, abordado pelo urologista Dr. Michael Eisenberg , da Universidade de Stanford (EUA);

Os efeitos da poluição por microplásticos na fertilidade humana, investigados pela Dra. Silvina Ponzniak , da Universidade de Buenos Aires (Argentina);

E os avanços no uso da inteligência artificial em reprodução assistida, com destaque para aplicações emergentes de computação quântica, apresentados por Ulrich Hoff , da startup dinamarquesa Kvantify.

O congresso contou ainda com uma sala dedicada exclusivamente à embriologia , que apresentou temas de ponta em duas sessões específicas no dia 11. Entre os destaques estiveram o impacto dos sistemas de cultivo em microfluidos no desenvolvimento embrionário, exposto por Gary Smith (Universidade de Michigan, EUA), e o uso de inteligência artificial para seleção de gametas e embriões, com a apresentação de Jullin Fjeldstad (Future Fertility, Canadá).

A própria Dra. Francesca Duncan participou também desta sessão, discutindo os avanços no cultivo in vitro de folículos ovarianos humanos. O painel se completou com temas como o novo PGT-A pelo Dr. Tony Gordon (CooperSurgical, Reino Unido) e técnicas de descongelamento ultrarrápido de oócitos e embriões, apresentado pela Diretora Científica do Grupo Eugin, Dra. Mina Popovic , reforçando a convergência entre inovação científica e prática clínica.

Sobre a Huntington Medicina Reprodutiva

A Huntington atua há 29 anos como especialista em medicina reprodutiva, sendo nacionalmente reconhecida pela excelência médica, pioneirismo e inovação para ofertar aos pacientes tratamentos com critérios internacionais de qualidade.Os procedimentos são para tratamento de infertilidade masculina, feminina e do casal divididos em aconselhamento genético, coito programado, congelamento de óvulos, doação de gametas, tratamento de endometriose, espermograma, fertilização in vitro, inseminação intrauterina, oncofertilidade, tecnologia time-lapse e procedimentos para casais homoafetivos. Atualmente, a Huntington faz parte do Grupo Eugin, referência mundial em reprodução assistida. São mais de 1500 profissionais e 30 clínicas ao redor do mundo, em 9 países.

https://www.huntington.com.br

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