FERTGROUP sela parceria com a Homu Health Ventures e aposta em inovação para o mercado de reprodução assistida

A empresa terá acesso a novidades que prometem inovar o mercado, como automação laboratorial, monitoramento remoto de embriões, sequenciamento completo de genoma e coleta de óvulos sem a necessidade de cirurgia

A evolução do mercado de reprodução assistida vem galgando passos importantes nos últimos anos, amparada pela tecnologia. Graças ao seu avanço – principalmente com o advento da Inteligência Artificial – hoje é possível adiar a maternidade com um pouco mais de segurança, além de obter índices mais parrudos no sucesso de tratamentos como fertilização in vitro (FIV) – não somente com a concretização da gravidez, mas com o bebê saudável o quanto antes em casa.

Algumas empresas do setor estão apostando fortemente em equipamentos de última geração para garantir uma jornada de reprodução assistida do paciente bem-sucedida. E, com isso, contribuem para tornar o mercado cada vez mais maduro e acessível a um número maior de mulheres que querem ter filhos hoje ou mais tarde, mas que precisam de suporte para isso.

A principal  delas é o FERTGROUP, que firmou recentemente uma parceria com a Homu Health Ventures, ecossistema de startups focado em inovar e democratizar a saúde reprodutiva no mundo.

De acordo com Edson Borges Junior, Diretor Médico do FERTGROUP, a união com a Homu colocará o FERTGROUP ainda mais na vanguarda quando o assunto é inovação, trazendo ganhos importantes como automação laboratorial, monitoramento remoto de embriões, sequenciamento completo do genoma de embriões e coleta de óvulos sem a necessidade de cirurgia – aspectos que estão sendo trabalhados pela healthtech.  “Para o FERTGROUP, estar junto com a Homu nos permitirá caminhar na frente quando o assunto são novas tecnologias, além de participar de estudos e pesquisas sobre saúde reprodutiva, o que vai refletir diretamente na oferta de um serviço de ponta para nossos pacientes”.

Santiago Munne, chefe de inovação da Homu, destaca que o FERTGROUPserá o primeiro centro de reprodução assistida no Brasil a testar o dispositivo Davitri, que automatiza a vitrificação de óvulos, tornando seu congelamento mais preciso e com menores riscos. “O Davitri possibilita que os óvulos congelados, ao serem descongelados, produzam mais embriões de boa qualidade”, explica.

Em relação ao mercado brasileiro, Munne enfatiza que a genética da população brasileira é diferente de outras mais homogêneas. “Os produtos e serviços de reprodução assistida a serem oferecidos precisam ser adaptados ao poder de compra dos consumidores locais, além de haver diferenças de regulamentação. Mas é um dos mercados mais importantes em reprodução assistida no mundo, que tem tudo para se tornar cada vez mais tecnológico e acessível”.

Tecnologia atende as “dores” do mercado 

A parceria do FERTGROUP com a Homu acontece em um momento no qual o mundo passa por grandes transformações sociais e econômicas que afetam o desejo de ampliar a família. As mulheres estão optando por serem mães cada vez mais tarde, o que pode impactar na dificuldade de conseguir engravidar naturalmente, tendo que recorrer a tratamentos como fertilização in vitro (FIV) ou optar pelo congelamento de seus óvulos.

Nos últimos tempos, o volume de mulheres que passaram a considerar esse tipo de procedimento para evitar problemas para engravidar lá na frente aumentou quase 30%. No entanto, a média de idade em que as mulheres passam a considerar a possibilidade de congelar seus óvulos para o futuro é de 37 anos. “Mas é recomendado que o procedimento seja feito antes dos 35 anos, para garantir a coleta de óvulos em maior quantidade e melhor qualidade”, explica Borges.

Outro aspecto, de acordo com Munne, da Homu, é que, com o avanço da idade dos pais, a infertilidade aumenta, assim como o aumento do risco de doenças genéticas na descendência. “Cerca de 6% dos recém-nascidos apresentam anomalias genéticas evitáveis com fertilização in vitro”, aponta.

Diante das transformações que o mundo vem passando nos últimos anos, os casais também estão optando por ter um número menor de filhos. O especialista da Homu destaca ainda que 10% dos casais fazem parte do grupo LGBTQI+ e precisam de FIV para realizar o sonho de se terem filhos.

A falta de profissionais especializados em reprodução assistida também é encarada pelo mercado como um desafio. “Há uma escassez mundial de embriologistas seniores, ginecologistas, urologistas e endocrinologistas com foco no assunto, o que torna o procedimento mais caro e pouco acessível fora das grandes cidades. Nosso trabalho é justamente tornar a reprodução assistida mais eficaz, com um número menor de ciclos e possível para todos”, ressalta Santiago.

Novidades para o futuro

Com a parceria estabelecida com a Homu, a FERTGROUP terá acesso não somente ao Davitri, mas também a outros equipamentos com tecnologia avançada nos próximos meses. Entre eles está o Panaceia, da GenEmbryomics, que possibilita fazer o sequenciamento completo do genoma de embriões. “Muitas mutações genéticas são geradas na linhagem germinativa (óvulos e espermatozoides), não são detectáveis no sangue dos pais e aumentam com o avanço da idade, causando muitas doenças, como por exemplo, o autismo. A única forma de detectá-las é sequenciar todo o genoma do embrião, o que pela primeira vez pode ser feito detectando ao mesmo tempo qualquer mutação nova ou herdada que o embrião possa transportar”, explica Munne.

A transferência visual de embriões também será outra tecnologia que a FERTGROUP terá acesso no próximo semestre. “Cerca de 10% a 15% das transferências de embriões são muito difíceis de serem feitas via ultrassom. Com a nova tecnologia, o médico pode ver exatamente onde depositar o embrião, graças à presença de uma pequena câmera na frente do cateter de transferência”, aponta o especialista.

O monitoramento remoto de pacientes é a próxima etapa para tornar a jornada da paciente mais confortável e menos desgastante. “Ultrassonografias portáteis e exames domiciliares combinados com um aplicativo para automatizar o atendimento permitem que os médicos façam muito mais ciclos e os pacientes só precisem ir à clínica para retirada e transferência dos óvulos”, completa.

Tradição em tecnologia

Essas tecnologias se juntarão à estrutura do FERTGROUP,  que recentemente ampliou o seu arsenal tecnológico com a incorporação de mais três Embryoscope, incubadora de última geração com sistema de monitoramento time-lapse que avalia o desenvolvimento embrionário, fornecendo imagens em tempo real e controlado, melhorando as condições de cultivo e avaliação dos dos embriões. Além disso, há cerca de um ano, a clínica Geare, uma das unidades do FERTGROUP, incorporou às tecnologias do grupo o IMT Matcher, um sistema de segurança que monitora todas as etapas de manipulação de embriões, trazida com o objetivo de garantir a identificação e registros corretos de todos os materiais relacionados à reprodução assistida do paciente, oferecendo ainda mais segurança e tranquilidade.

“Procuramos andar na frente quando o assunto é embarcar a tecnologia para tornar a reprodução assistida uma alternativa acessível e segura para todos”, conclui Edson Borges Jr.


Sobre o FERTGROUP

O FERTGROUP nasceu em 2023 como resultado de uma iniciativa de investimento e expansão liderada pelo Fundo de Private Equity da XP. Maior e mais inovador grupo especializado em reprodução humana do Brasil, atualmente está presente em São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco e Distrito Federal por meio das marcas Fertility, Geare, Vida Bem Vinda, Gerar Vida, Primórdia, Vida e Verhum.

Tendo como pilares o estabelecimento da confiança médica, excelência técnica e atendimento humanizado em todos os serviços, o FERTGROUP investe seus esforços no desenvolvimento de alternativas que contribuem para a democratização do acesso à saúde reprodutiva através da contínua expansão de sua presença geográfica e de novos modelos de financiamento, bem como na geração de informações para a sociedade em geral, comunidade médica e empresas.

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