Março Amarelo: diagnóstico precoce é essencial para reduzir impactos da endometriose

Especialista alerta para sinais da doença que afeta milhões de mulheres no Brasil

Dor intensa durante a menstruação, desconforto nas relações sexuais, alterações intestinais e dificuldade para engravidar. Sintomas como esses ainda são frequentemente naturalizados por muitas mulheres, mas podem indicar uma doença ginecológica que afeta milhões de brasileiras: a endometriose.

Além da campanha do Março Amarelo, o alerta ganha destaque no Dia Nacional de Luta contra a Endometriose, 13 de março, data que busca ampliar a conscientização sobre a doença e reforçar a importância do diagnóstico precoce. A condição ocorre quando o tecido semelhante ao endométrio, que normalmente reveste o interior do útero, cresce fora dele, podendo atingir ovários, trompas, intestino e outros órgãos da pelve.

De acordo com especialistas, um dos principais desafios no enfrentamento da endometriose é justamente o atraso no diagnóstico. Muitas pacientes convivem com sintomas por anos antes de procurar atendimento médico ou receber a confirmação da doença.

Segundo o ginecologista e professor da Afya Jaboatão, Eduardo Moura, a dor menstrual intensa não deve ser considerada algo normal quando interfere na qualidade de vida da mulher. “Cólicas incapacitantes, dor durante as relações sexuais, dor pélvica crônica e dificuldade para engravidar são sinais de alerta. Quando esses sintomas aparecem de forma persistente, é fundamental procurar avaliação médica para investigar a possibilidade de endometriose”, explica.

A doença pode impactar diferentes aspectos da vida da mulher, desde a rotina de trabalho até a saúde emocional e reprodutiva. O diagnóstico costuma envolver avaliação clínica detalhada, exames de imagem e acompanhamento especializado.

Identificar o problema precocemente faz diferença no controle da doença e na qualidade de vida das pacientes. “Quanto mais cedo a endometriose é diagnosticada, maiores são as possibilidades de controlar os sintomas, evitar a progressão da doença e preservar a fertilidade”, destaca o médico.

Além do tratamento medicamentoso, o acompanhamento médico pode incluir mudanças no estilo de vida e, em alguns casos, procedimentos cirúrgicos. Cada caso deve ser avaliado individualmente, considerando os sintomas e os planos reprodutivos da paciente.

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