Outubro Rosa: Como remédios manipulados podem auxiliar no tratamento da quimioterapia?

Análise com mais de 1.000 pacientes mostrou que as mulheres experimentam taxas significativamente mais altas de náusea e vômito durante a quimioterapia

O mês de outubro é marcado por uma grande campanha: a prevenção ao câncer de mama, uma doença que, em sua maioria, assola o público feminino. A data de conscientização teve início nos anos 80, após a morte da estadunidense Nancy, que recebeu o diagnóstico do câncer e infelizmente, por conta da falta de estudo, veio a falecer.

Com a repercussão desse caso, o décimo mês do ano ficou conhecido por concentrar as campanhas de conscientização de homens e mulheres para realizarem os autoexames e os exames laboratoriais preventivos. A fita rosa veio como um objeto emblemático a fim de propagar essa campanha.

De acordo com informações do Ministério da Saúde, a estimativa é de que 73.610 novos casos de câncer de mama sejam registrados no Brasil em 2023, com um risco estimado de 66,5 casos a cada 100 mil mulheres. Esse número alto justifica a importância do Outubro Rosa, uma vez que o diagnóstico precoce tem grande impacto na condução do tratamento. Segundo dados do INCA (Instituto Nacional de Câncer), 90% dos casos possuem altos índices de cura quando diagnosticados precocemente.

Para se prevenir, conheça os principais sintomas do câncer de mama:

  • Nódulo ou caroços nos seios;
  • Alteração nos mamilos;
  • Linfonodos (glândulas) inchados, como axila ou região do pescoço;
  • Perda de peso;
  • Fadiga.

“Infelizmente, muitas pessoas sofrem com os efeitos adversos do tratamento da quimioterapia, como enjoos, perda de peso e apetite, e até mesmo queda de cabelo. Porém, com avanços medicinais, já existem maneiras de passar por esse processo com mais tranquilidade por meio do uso de medicamentos manipulados, que auxiliam nos sintomas e são feitos de forma personalizada para cada paciente para focar no seu bem-estar”, afirma a Head de qualidade da Manipulaê, Regiele Viana.

Uma análise feita com 1.654 pacientes (1.328 homens e 326 mulheres) mostrou que as mulheres experimentaram taxas significativamente mais altas de náusea e vômito (89% para mulheres, comparado com 78% para homens) e diarreia (54% contra 47%), evidenciando que o agravamento das reações afetam principalmente as mulheres.

Para amenizar os efeitos colaterais da quimioterapia, alguns medicamentos indicados são:

  • Suplementos vitamínicos e minerais:

Vitamina D e Vitamina B12 são um dos principais nutrientes que os pacientes perdem durante o tratamento. A vitamina D ajuda na saúde óssea, absorção de cálcio, regulação do humor e redução de inflamação. Já a B12 é essencial para a produção de glóbulos vermelhos e apoio de energia, auxiliando na fadiga que a quimioterapia causa.

  • Fitoterápicos:

Durante a quimioterapia, o sistema imunológico do paciente pode ficar enfraquecido, tornando-o mais suscetível a infecções. Algumas ervas, como o astrágalo, são conhecidas por suas propriedades imunomoduladoras e podem ajudar a fortalecer o sistema imunológico.

Lembrando que é fundamental consultar um oncologista para fazer o acompanhamento do quadro, com prescrições de medicamentos e detalhamento das dosagens.

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