Pesquisa com gestantes e tentantes revela os principais medos que cercam a gestação e o pré-natal

Após um momento turbulento de incertezas provocado pela pandemia, mulheres desabafam e contam seus principais receios. Outro ponto trazido pela pesquisa é a tentativa fracassada de não conseguir ter parto normal, em um País que é recordista de cesarianas

Levantamento feito pela Theia, plataforma de cuidados online, focada em preconcepção, pré-natal, parto e pós-parto, mapeou o que sentem as grávidas e as que estão na tentativa de engravidar sobre pré-natal, novas tecnologias, preferências por vias de nascimento, além de entender os principais medos que ainda rondam a gestação antes, e pós-pandemia. O estudo da Theia, realizado em dezembro último, com 237 participantes, obteve maior respostas de pacientes da região sudeste (72%).

Empresas de saúde como a Theia vem ajudando muitas mulheres a quebrarem receios, incertezas e dúvidas que foram criadas ao longo do tempo. Essa visão reflete diretamente nos resultados de saúde alcançados pela healthtech, como as baixas taxas de cesarianas – exceto quando envolve risco de vida para a mãe e o bebê -, número de internações, intercorrências neonatais e prematuridade.

Mesmo em meio a tantas campanhas de conscientização, a cesariana ainda cresce mundialmente no mundo todo. Na América Latina e Caribe, a cada 10 partos, quatro cesáreas correspondem a (43%) dos nascimentos atualmente. Países como República Dominicana, Brasil, Chipre, Egito e Turquia lideram o ranking de cesarianas.

O último dado publicado pelo Ministério da Saúde mostra índices de nascimentos por cesariana superando, pela primeira vez, a taxa de 57% versus 42% o percentual de parto normal. A Organização Mundial de Saúde – OMS, considera adequado taxas de nascimento, via cesariana, de 10% a 15% dos casos.

Levantamento Theia

Quando perguntado sobre qual a via de parto essas mulheres gostariam de ter o bebê, (57%) afirmaram parto vaginal, (36%) ainda não têm um modelo planejado e (14%) preferem pela cesárea. Um fato interessante evidenciado pela pesquisa é que, apesar de (24%) das participantes terem relatado violência obstétrica e (76%) que não, porém, essas mesmas mulheres (43%) delas apontaram sofrer algum tipo de violência sim. 

Indagadas sobre o pré-natal, (66%) delas fazem acompanhamento com outras especialidades como nutricionista, enfermeira obstétrica, dentista, fisioterapia pélvica e psicólogo. Ainda sobre o pré-natal, as gestantes e tentantes apontaram fatores importantes e de preferência. Cerca de (44%) disseram levar em conta a qualidade do profissional, (19%) atendimento personalizado, (14%) a oportunidade de ter o parto pago pelo convênio e (8%) o acesso a outras especialidades.

Já entre as principais intercorrências relatadas pelas gestantes, o campeão continua sendo infecção urinária em (23%) dos casos, seguido por diabetes gestacional (17%), depois vem hipertensão com (16%), parto prematuro (14%), aumento excessivo de peso (14%), descolamento de placenta (12%), alteração líquido amniótico (9%). Por fim, placenta prévia e colo curto (4%).

Cerca de (44%) delas usufruem de plano de saúde, (36%) dependem do SUS e (11%) realizam consultas e exames de forma particular. A pesquisa também questionou sobre a utilidade e para que serve um plano de parto. Cerca de (65%) sabem o que é e para que serve, enquanto (35%) desconhecem por completo. 

Tecnologia na jornada

Quanto ao meio utilizado para o acompanhamento da gestação (73%) utilizam aplicativos, (20%) recorrem aos sites de saúde, (18%) buscam consultas online e (6%) apontaram o uso de apps de prontuário eletrônico – neste último recurso as informações são compartilhadas e integradas entre os profissionais envolvidos no cuidado da gestante e do bebê. Um dos temas trazidos foi sobre a assistência durante a jornada. Aproximadamente (82%) das gestantes disseram receber assistência via WhatsApp, (59%) via app e (17%) via videochamada. 

“Essa pesquisa mostrou o quanto a mulher ainda se sente sozinha durante a jornada da gestação. Gestamos a Theia com o propósito de ressignificar e oferecer uma experiência nova para a mulher no pré-natal, parto e pós-parto, tudo isso ancorado com atendimento humanizado, sem abrir mão da tecnologia. O cuidado multidisciplinar desde a decisão de engravidar até os primeiros cuidados com o bebê é fundamental para que mulheres tenham uma jornada de gestação com apoio, respeito e autoconfiança”, diz Flavia Deutsch Gotfryd, que ao lado da CCO Paula Crespi são fundadoras e dirigem a healthtech.

No levantamento anterior, feito em 2020, outros medos apareceram como “não ser uma boa mãe” para (32%) das gestantes, além de ter dificuldades na amamentação e não conseguir ter parto normal assinalado por (29%).

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